Desde longe te observo, por trás de todos esses arbustos. Vejo. Te assisto.
Archive for agosto 2010
Um pouco de tristeza
Tem vezes que eu fico feliz com o meu novo estilo de vida, esse que eu já não me apego a ninguém. É bom, é útil e não machuca.
Robôs não amam
Ando fria, meio robótica talvez. Sentimentos intensos não mais, o amor está longe de mim; tão longe como nunca pensei que fosse estar.
"Pra que ficar, ficar aí parado...
ai ai
Embora venha aqui constantemente só me queixar da mesma coisa, gostaria de deixar claro que estou feliz :D
Muito para dizer nada


pequenino momento de tristeza
Tudo aquilo que começa rápido demais tende a acabar da mesma maneira. Então é bom eu pegar leve com os estudos, hehe.
Meu calcanhar de Aquiles
É engraçado porque ultimamente sempre que eu preciso escrever as palavras já não saem mais tão facilmente como antes. Começo a escrever essa postagem com o receio de que pare ainda pelo início, apague tudo e volte a deixar tudo em branco.
Tenho coisas triviais para escrever aqui, por exemplo: cortei meu cabelo eu mesma e agora tenho que ir urgentemente na cabeleireira arrumar o estrago ou como estou perdendo o primeiro dia do cursinho... Mas falar disso tudo não faria eu me sentir melhor.
Não estou infeliz, isso nunca mais! Mas estou triste, estou chateada, estou desanimada, decepcionada, confusa... Comigo mesma, claro.
Sabe, muitas vezes eu posso parecer intensa demais falando sobre assuntos do coração, já outras vezes posso conseguir parecer fria e, inclusive, cruel. Acho que nos ultimos dias tenho passado a impressão da segunda alternativa, mas a verdade não é essa. A verdade é que eu também estou triste, eu também estou mal, também me é difícil deixar tudo pra trás e seguir adiante só, como sempre.
Eu tenho um problema: quando meu amor é totalmente sem fundamento, totalmente platonico, parece que sou melhor pessoa, melhor amando, melhor tudo. Já quando encontro alguém real, uma pessoa exatamente como eu havia pedido a Deus durante toda a minha vida, dou um chute nela e escolho ficar sozinha. Opto por ficar com toda a solidão para mim só, justo como uma criança egoísta que escolhe ficar com seu brinquedo. Ficar indo no DCE, vendo pessoas vazias, bebendo e estando sem ele. Soa mal. Por que? Alguém me explique o porquê dessas dúvidas constantes na minha cabeça, dessas dúvidas estonteantes, da ingratidão e dessa inconstancia que não passa. Alguém me explique os meus sentimentos, o amor... Preciso de alguém que me diga o significado de tudo isso e me guie, dizendo-me sempre o caminho que devo seguir. Preciso aprender a amar, aprender a distinguir sentimentos, aprender a tomar decisões e me manter firme a elas.
Acho que o tema amor é o meu ponto fraco. Sempre foi.
Poema (in)acabado
Aqui deixo um poema inacabado desde... Nem sei mais! Início de junho, talvez. Esse poema é dedicado a minha mãe quando partiu de volta para a Espanha.
Mãe
Ela foi embora
espalhando o mel da saudades
através de seus olhos lambuzados
Açucarados.
A vi saindo pela porta
para não mais voltar.
Minutos se passaram,
dias e meses passarão
e eu, aqui,
acompanhando os traços do tempo
pousarem sutilmente sobre seu rosto
À distância, à distância...