Ano novo, vida nova

Eu acho muito curioso quando chega o fim de ano porque todas as pessoas criam muitas expectativas e ficam esperando que tudo mude em apenas umas semanas. Quando acaba o ano todos se lembram de como foi o começo e de quantas coisas mudaram durante esse ano por mais insignificantes que tenham sido, mas é sempre difícil pensar que a nova etapa está começando e que tudo é um caminho que vai lentamente mudando completamente as coisas.
Enfim, esse ano a minha vida vai mudar completamente SIM em somente umas semanas, e vai seguir mudando e eu vou seguir mudando... Quando penso em todas as coisas novas que experimentei nesses ultimos anos chego a me surpreender e mal posso imaginar quantas outras experiencias me esperam pela frente.
Em menos de uma semana vou pro Brasil, viajar sozinha, ficar um mes com o pai sem minha vó, depois ir pra SM e voltar a estudar, encarar o dia-a-dia e as pessoas, tudo com um novo olhar, estar sem a minha mãe e meu gato... Vai ser um grande desafio pra mim, com vantagens e desvantagens. Vou refazer a minha vida. Tenho certeza de que vou me desesperar e que vou chorar, mas faz parte.

Mudando de assunto, voltamos da Turquia ontém! A viagem foi maravilhosa e rendeu muitas fotos :) Não gosto de ficar escrevendo sobre os costumes, os lugares que fomos nem nada... Então só posso aconselhar a Turquia como um destino turistico.
Cansei de escrever porque as palavras estão embaralhando a minha cabeça hoje. Até breve terraqueos!

Questionário

Outro post, agora não paro mais! Mantenham a calma, esse post é totalmente banal! Só precisa ler quem quer saber quem eu sou ou fuchicar na minha vida.
Simplesmente vou responder um questionário (sim, desses que as guriazinhas de 10 anos adooooram responder) para que as pessoas me conheçam melhor e porque eu estou muito entediada.
p.s.: Algumas perguntar tem duas respostas porque em breve voltarei ao Brasil e minha vida vai mudar de novo.

Questionario:

Nome: Natália Corrêa Diacoyannis
Idade:
16 (algumas semanas para os 17...)
Aniversário: 06/01
Ano de Escolaridade: Boa pergunta
Emprego: Boa pergunta [1]
Estado Civil: Solteira
Onde vive: Barcelona-ES/Santa Maria-BR
Irmãos: Não
Animais: Bcn- Um gato/SM- 3 gatos mais
Fumas?: Não
Bebes?: Socialmente
Orientação: Hetero
Aparência
Piercings: Sim, no nariz
Tatuagens: Não
Aparelho nos dentes: Movel, para dormir
Favoritos
Cor: Todas
Número: 13
Animal: Sei lá!
Flor: Flor de Lótus
Comida: Chicken Tikka Masala
Sabor de gelado: Sorvete
Doce: Kadaifi
Bebida Alcoólica: O importante é o efeito...!
Tipo de música:
Depende do dia e humor
Banda/artista: ...
Música: Bá, são tantas...!!
Livro: A Redoma de Vidro - Sylvia Plath
Filme: Jane Eyre (2006)
Programa de TV: Gilmore Girls
Melhor amigo: Cella
Dia da semana: Sexta-feira
Vida Amorosa
És solteira?: Passo as perguntas repetidas.
Se não, quem é o teu namorado/a?: -------
Estão juntos á quanto tempo: -----------

Se és solteira, gostas de o ser?: tudo tem seu lado bom
Gostas de alguém?: Do meu computador.
1ºamor: Passo essa.
Já traíste: Não
Já foste traída:
Já foste usada?:
Já usaste alguém: Espero que não
Mentiste ao namorado: Sim
Já te deram flores: Sim
Já te fizeram um poema?: Sim
A coisa mais doce que já te deram: Um momento inesquecivel
Gostas do dia de S.Valentim?: Depende
Acreditas no amor á primeira vista?: Completamente
Apaixonas-te facilmente: Não e sim
Já tiveste algo com alguém do mesmo sexo?: Algo?
Já beijaste dois ao mesmo tempo?: Hm... Não
Já choras-te por alguém do outro sexo?: Claro, é normal
Dás o primeiro passo?: Não
Queres casar?: Se encontrar a pessoa certa, porque não?
Outro
Sabes conduzir?: Não
Tens carro?: Não
Tens telemóvel?: Sim.
Estás muitas vezes online?: A maior parte do dia
Gostas de pessoas gay/bi?: Não tenho preconceitos
Falas outra língua?: Sim, espanhol, catalão, algo de inglês e estou aprendendo grego haha
Tens boas notas na escola?: Parei com a escola, recomeçarei em março.
Fazes colecção de algo?: Bigodes que o meu gato perde
Gostas de ti?: As vezes
Falas sozinha?: Sim
Arrependes-te de algo?: Nunca
Acreditas em magia?: Algo deve existir
Sexo antes do casamento?: Hoje em dia na NOSSA sociedade é difícil encontrar alguém que espere até lá.
Confias nas pessoas facilmente?: Não
Perdoas facilmente: Depende
Dás-te bem com os teus pais?: Muito
Desejo antes de morrer: Poder cumprir muitos desejos
Maior medo: Ser uma pessoa triste e solitária
Maior fraqueza: Falta de coragem
Tocas algum instrumento?: Já fiz aulas de tudo e no final das contas não toco nada
Que queres ser quando cresceres? Pequena de novo haha
Alguma vez...
Te sentas-te no telhado?: Não tenho um telhado pra sentar
Danças-te em público?: Não
Sorriste sem razão?: Sim
Riste-te tanto que choras-te?: E quem não?
Escreves-te uma canção?:
cantas-te para alguém?: Sim
fizeste uma performance em palco?: Sim
andas-te de skate?: Sim hahaha
tiveste uma experiência que quase morreste?: Mais de uma até
Cantas-te para uma audiência?: Não
És...
Lutadora: Não
Fumadora: Não
Bêbado: Não
Amante: Sim
Parte-corações: Não sei
Mandona: De vez em quando
Amigavél: Procuro ser
Sonhadora: Ah... Demais até!
Timida: Sim, mas já fui muito mais
energética: Depende
Feliz:
Sim
Depressiva: Sinceramente, um pouco
Engraçada: Engraçada é pouco pra me definir :P
Chata: Em alguns momentos e para algumas pessoas
Má: Procuro não ser
Boa: Espero que sim
Confiável: 100%
Esperta: Algo
Sarcástica: De vez em quando
Dependente: Tenho que admitir que sou um pouco
Quieta: Em determinadas ocasiões e espaços
Estranha: Muito!
Modesta: Sim, se tem algo que eu sou é modesta! UAHUHAHUAHU :P
Indecisa: Sim
Educada: Demais até
criativa:
Já fui mais
Preguiçosa: Admito...!
Assustadora: Essa deixo pra que me responda alguém.
optimista: Para os outros
curiosa: Demaaaaaaaais
determinada: Sim
artística: Sim
honesta: Sim
teimosa: Sim
romântica: Muito
ciumenta: Muito
sincera: Muito
tolerante: Sim
racional: Sim
Pontual: Chego até antes
Mais...
Como te sentes: Agora de uma maneira, depois de outra...
o que te faz feliz: Posso pular essa?
Diz algo que faças muito: Escutar música
Diz alguém que faça anos no mesmo dia que tu: Joanna D'Arc
estás confortável com o teu peso: Sim
Acaba a frase...
Gostaria de ser... o que sou.
Eu desejo... felicidade
muitas pessoas não sabem... ser humanas
eu sou... ?
o meu coração é: seu! UAHUAHUAHUHAUHUA :P

música: não sei o nome ._.

Todo lo que sucede, sucede por una razón.

Não entendo porque eu tenho essa tendencia a escolher os caminhos mais complicados na minha vida. Tento mudar, juro que tento, mas no final sempre acabo da mesma maneira e na mesma situação de sempre.
Sonhar é bom e saudável, mas quando o sonhador começa a misturar o sonho e a realidade e achar que são um só, já deixam de ser sonhos e passam a ser idealizações.

"O amor platônico passou a ser entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas. Parece que o amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia."

"Platão defendia que o Verdadeiro Amor nunca deveria ser concretizado, pois quando se ama tende-se a cultuar a pessoa amada com as virtudes do que é perfeito. Quando esse amor é concretizado, não raro aparecem os nativos defeitos de caráter da pessoa amada."

São tempos difíceis para os sonhadores...


"Perdone que se lo diga otra vez, pero no puedo dejar de venir aquí mañana. Soy un soñador. Hay en mí tan poca vida real, los momentos como éste, como el de ahora, son para mí tan raros que me es imposible no repetirlo en mis sueños. Voy a soñar con usted toda la noche, toda la semana, todo el año. Mañana vendré aquí sin falta, aquí mismo, a este mismo sitio, a esta misma hora, y seré feliz, solamente, recordando el día de hoy."

Fiódor Mikhailovich Dóstoiévski


Gostaria de poder escrever aqui como antes, expressar meus sentimentos e pensamentos de uma forma bela, mas algumas vezes chego a pensar que necessito estar triste para me expressar bem a través da escrita ou de qualquer outro tipo de arte. Isso me incomoda um pouco, pois as vezes sinto como se tudo o que eu fizesse me levasse a caminho da tristeza. Tenho medo ser uma dessas pessoas que são tristes por natureza e que no fundo, bem no fundinho, sempre ficam inventando problemas, antecipando as desgraças e sendo pessimistas.
Não quero buscar tristeza nas coisas boas, por mais temporárias que sejam, não quero antecipar a dor jamais. Quero ser uma pessoa otimista, ou ao menos simplesmente não ser pessimista. Quero deixar de pedir tanto e me conformar com todas as coisas boas que tenho agora. Sou jovem e não tenho porque ficar esperando a que o "pra sempre" apareça imediatamente, nada será estável até daqui a muito tempo. E quem sabe nada nunca será estável, eu sei lá! O que queria dizer é que tenho que me dar conta -e me conformar- de que só tenho 16 anos e tudo é passageiro nessa fase da vida, porque é a época para isso. Esse é o caminho que conduz as pessoas para o que elas estão constantemente buscando: a estabilidade.
Algumas pessoas alcançam o que querem cedo e outras levam muitos anos, mas todas estão em busca de algo que na realidade não conhecem, mas buscam por puro instinto. Alguns sabem lidar com o que encontram, outros aprendem, outros abandonam e seguem buscando outra coisa. Não sei o que busco, não sei o que quero e o que preciso porém sei que devo seguir a minha vida e ir fazendo meu caminho. Pouco a pouco irei encontrando coisas novas, perdendo outras e mantendo as que me fazem bem e me agradem, todas essas perdas e ganhos irão se complementando e em um determinado momento descobrirei se é o que buscava. Se não for assim, a vida continua para que sigamos experimentando coisas novas.


"En vano escarba el soñador en sus viejos sueños, como si fueran ceniza en la que busca algún rescoldo para reavivar la fantasía, para recalentar con nuevo fuego su enfriado corazón y resucitar en él una vez más lo que antes había amado tanto, lo que conmovía el alma, lo que enardecía la sangre, lo que arrancaba lágrimas de los ojos y cautivaba con espléndido hechizo."
Fiódor Mikhailovich Dóstoiévski


Muitas vezes gostaria de ser menos sonhadora e ter os pés mais firmes no mundo real. Não posso dizer que o tempo vai me ajudar nisso pois acredito que quando um nasce sonhador, morre sonhador. Claro que pelo fato de seguir vivendo, levando pancadas e surpresas um sonhador pode ir endurecendo a alma.
Eu creio que quando o sonhador é muito puro de coração e a vida lhe arrebata os sonhos de uma maneira brusca, muitos acabam frustrando-se exessivamente. Minha opinião é que esse tipo de pessoas são muito frágeis e fáceis de se destruir, por serem extremamente sensíveis. Alguns se tornam pessimistas, outros solitários, outros gênios, outros covardes e outros de tudo um pouco.


"Como todos os sonhadores confundi o desencanto com a verdade!"
Jean Paul Sartre


Sempre chega um ponto na minha vida em que eu me sinto tão vazia e pedindo desesperadamente por algo ou alguém que possa trazer um pouco de felicidade para a minha vida. Na maior parte dos casos encontro alguém em quem me apoiar, deposito todos meus sonhos e expectativas nessa pessoa. Com o passar do tempo me dou conta de que ao invés de apoiar-me nessa pessoa para seguir com força e alegria enfrentando meus problemas, acabo me agarrando tão firmemente nela que a acabo espantando.
Quando tudo se acaba fico triste e só outra vez. Cometo o mesmo erro milhões de vezes mas é só quando me vejo abandonada no meu mundo de sonhos é quando percebo que somente o que fiz foi esconder meus problemas e a realidade que tanto me incomoda debaixo de um tapete imundo e comido por traças.


"Meus pensamentos solitários e sonhadores flutuam feito bolas de sabão multicoloridas na poesia do ar. Como emitir pensamentos mais sólidos?"
Camila Custodio

Acho tão linda a metáfora usada pelo Machado de Assis, comparando mulheres com maçãs. Cada palavra no seu devido lugar, muito bem escolhidas e bem colocadas. Uma metáfora tão simples mas ao mesmo tempo tão original... Adoro!

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.

(Machado de Assis)



Ultimamente gostaria de ler mais. Tenho vários livros que comecei a ler e não acabei, mas (in)felizmente eles já estão lá no Brasil atualmente. Tenho tido curiosidade por diversos escritores Brasileiros nos últimos meses, mas ainda vou ter muito tempo para ler tudo o que eu quiser!

Esse vai ser um daqueles posts meio chatos de ler, porque quero escrever sobre muitas coisas que não tem importancia nenhuma e muito menos alguma conexão entre si. E honestamente... Não estou afim de ficar trabalhando minha cabeça agora para fazer um post agradável de ler.


Ontém enquanto tentava dormir me pus a pensar nas tantas expressões que usamos hoje em dia e no quão bonitas elas são. É uma pena que por serem expressões tão bonitas tenham sido banalizadas e então agora na maior parte do tempo, sejam ditas sem realmente pensar e sentir o significado delas.
Exemplos? Soa como música para os meus ouvidos, meu amor... E até mesmo algumas frases de escritores ou pensadores, que meio que viraram algo "brega" ou sem o valor adequado.
E por incrível que pareça, com os palavrões acontece a mesma coisa só que ao contrário. Falamos coisas horríveis só para reclamar e nem pensamos mais no significado.
Ah... O ser humano...

Nesses últimos dias meu humor anda mudando drasticamente. Uma hora estou super feliz lavando a louça e dançando com um sorriso no rosto e a outra simplesmente tenho vontade de chorar e sinto raiva de mim mesma.
Tenho claro o motivo e acho que é normal ficar como estou atualmente. Ok, eu exagero porque sou assim quando se trata do meu coração.
Eu não sei como eu complico tanto a minha vida.

Olha só... Eu estava me queixando a ponto de chorar e agora estou de novo (no mesmo post, só passaram alguns minutos!!!) a ponto de sair dançando!
Isso não é possível!!!!

Jane Eyre

Esses dias como não tinha nada mais que fazer em casa e dormir é praticamente impossível, decidi ficar vendo um filme que passava na TV e fizeram muita propaganda. Na realidade é uma minisérie com 4 capítulos, Jane Eyre.
Simplesmente lindo, um dos filmes mais lindos que vi nos últimos tempos! Está na minha listinha de favoritos agora, e penso pedi-lo de Natal para a mãe. É o tipo de filme que eu vou assistir e assistir e nunca cansar, assim como Amélie Poulain ou Dilwale Dulhania Le Jayenge.
A história é linda, os atores são perfeitos e os cenários e o ângulo que filmam algumas cenas são exatamente como faria eu!
Já se passaram uns 3 ou 4 dias desde que assisti esse filme e estou pensando nele todos os dias desde então. Gostaria de ler o livro também.
Enfim, não quero escrever mais por aqui agora, devo ir.

Nada de mais

As coisas andam perfeitas para mim. Nada de mais me aconteceu, só ando feliz com a minha vida. Sei que nada está perfeito mas eu estou encarando as coisas como se estivessem e realmente sinto como que tudo está certo.
Nos mudamos e estou sem internet e provavelmente ficarei por mais uns 20 dias, já que as coisas na Catalunya sempre são mais demoradas. De resto... Ontém fomos num restaurante indiano super barato e serviam muito bem, a gente só sofreu com a música tunt tunt a todo volume hahaha Saímos de lá e eu encontrei um guri idiota que nem vale a pena explicar quem é, nos vimos mas fingimos não nos ver. Daí a mãe disse que olhou pra ele e ficou encarando com aquela cara de artista maluca dela hahahaha
Agora estou em um centro cívico, internet gratis, o unico problema é que bloqueia o MSN e qualquer site que de para entrar no msn. É a vida.
A bateria está acabando, daqui a pouco vou ter que ir indo. Aliás, vou agora porque já tem gente falando aqui e me incomodando e não tem ninguém interessante para conversar no facebook.
Beijos para... Quem ler essa porcaria haha

Bons dias

Estou bem. :)
Ultimamente ando fazendo "bastantes" coisas e a caminho de ganhar bastante dinheiro. Se o cara não desistir vou enviar minha guitarra para Londres e ganhar 150 euros, agora vou vender o beliche e um cara me disse que me dá até 5 euros mais do que eu tinha pedido. Estou fazendo uns trabalhos pra mãe e ela também vai me pagar por isso. Quero ver se hoje saio pra comprar as lembrancinhas pro pessoal lá no Brasil... Pouco a pouco.
Queria ir na academia hoje, mas não sei se vai me dar tempo. E de noite me recuso a ir, porque fica cheio e não da pra fazer nada.
Ando contente e espero seguir assim.

Outro dos muitos desabafos

Tenho ido na academia e divertindo-me com isso, mas sempre aparecem do nada alguns momentos no meu dia que sinto aquela tristeza que decide bater na minha porta. Sempre tem algum desses momentos, não sei porque.
Acho que acumula tudo, não consigo relaxar agora. Não penso no que me deixa assim, mas sei que está ai dentro de mim incomodando-me todo o tempo, como se estivesse pedindo pra sair.
Queria que tudo fosse embora, mas essa sensação já me é tão familiar que me é impossivel existir sem ela. É como a fragância em uma flor, ela simplesmente está.

Cotidiano

Já estou bem novamente. Comecei a ir na academia ontém e foi super legal! É uma academia gigante, tem tudo que se pode ter (até dança do ventre e capoeira) e as instalações são bastante recentes.
Saí de lá junto com a Vanessa acabada, mal conseguiamos caminhar! No primeiro dia já pegamos uma atividade muito "cañera", como dizem por aqui, e então isso explica o estado em que saimos da academia.
Ganhamos uma mochila e um relogiozinho por nos inscrever-mos ( nao sei como se escreve isso :( ). Ok, depois de tarde fui na cabeleireira FINALMENTE e cortei as pontinhas do cabelo, agora está mais lindo que nunca heheh :)
Que mais tenho pra dizer... Estou aprendendo grego no Livemocha e quando tivermos dinheiro acho que farei um curso de auto maquiagem. :)
Tenho que ir me agilizando, comprando lembrancinhas, comprando lembrancinhas pra mim... Indo nos lugares que tenho que ir... Não quero deixar tudo pra última hora. Por hoje é só...

Tudo está voltando

Hoje eu perdi o controle. Na segunda briga eu gritei, gritei com todas as forças como se fosse uma dessas mães que acaba de perder um filho na guerra. Nunca tinha dado um grito desesperado como o que dei hoje, me assustei comigo mesma.
Não sei o que pensar, o que é justo ou o que não é. Não quero falar com meu pai, não quero falar com a minha mãe, tudo o que eu quero é dormir e um pouco de ajuda.
Tampouco sei o que é normal e o que é um exageiro da minha parte, pode que eu haja sido sempre muito protegida.
Sinto como se tivesse que ficar em pé no meio de um fio preso entre dois altos edifícios e ter que escolher um lado pra ir. Mas não quero escolher nenhum lado, então acabo ficando ali, a ponto de cair.
Talvez viver na escuridão seja a minha maneira de viver e me encontrar.

Só pra estragar os meus dias.


Muitas coisaas aconteceram desde a última vez que decidi postar aqui, mas hoje vim aqui para desabafar como de costume.
Sabe, uma das coisas que eu mais odeio de brigar com a minha mãe é que ela sempre acaba dizendo uma ou outra coisa muito forte, e mesmo se ela tiver razão de sentir dor por esse motivo, acho que isso é coisa da vida dela e ela deveria chorar pra psicóloga, amigos ou família. Mas nunca, em hipótese nenhuma, atirar na minha cara o quão ruim são as pessoas que eu amo.
Tenho medo de um dia me cansar disso, me cansar de ouvir como de fato, as pessoas são ruins. Se eu me cansar eu vou sumir. Não vou aguentar olhar pras pessoas que eu amo e pensar que todos eles são no fundo um bando de filhos da puta. Se minha própria família me decepsiona, quem dirá o resto do mundo.
Ontém senti vontade de morrer outra vez. Acho que eu não deveria ter nascido.
Senti algo diferente no meu coração... Geralmente sinto como se alguém o estivesse apertando e não deixando ele "respirar", ontém a noite senti como se cravassem uma agulha no meu coração várias vezes. Era uma dor diferente, como se eu não pudesse respirar e fosse me afogar na minha própria dor. Por um lado achei interessante pois era como se meu corpo também quisesse acompanhar a dor que eu sentia mentalmente.
Ontém eu não queria ficar no quarto porque a mãe também estava e eu não podia evitar chorar. As lágrimas escorriam do meu rosto como se fosse algo normal, meus olhos ficaram mais verdes que nunca. Mas eu não tinha aonde ir. A sala estava ocupada por mais visitas, minha única amiga se foi pra Holanda... Pensei até em sair e dormir em algum lugar na rua.
No fundo eu estou pirando porque vou ir pro Brasil daqui a um mês e alguns dias mas não estou demonstrando. Estou tentando não pensar e deixar pra pirar no dia que esteja no aeroporto me virando sozinha pra voltaar. Me irrita que ninguém me leve a sério e pensando que vou lá pra estar feliz e fazer festa. Eu estou nervosa e tenho mil motivos pra estar assim. Vou viajar sozinha, vou ficar um mês sozinha com o meu pai, sem a minha vó, vou ir pra Santa Maria e ter que voltar a estudar e voltar a saber o que é conviver com pessoas. Esses são os únicos pontos que consegui pensar e digitar aqui rapidamente, e pouco me importa o que pensem deles mas para mim me preocupa, e não quero saber se eu sou jovem. Eu sei perfeitamente a idade que tenho e que vou superar todos esses obstaculos, mas agora eles são os obstaculos que eu tenho e são bastante grandes para uma pessoa da minha idade. Não quero pessoa nenhuma me deixando louca por causa das loucuras dela, eu quero paz. É difícil abandonar um lugar que querendo ou não já forma parte de mim, embora saiba que possivelmente estarei melhor lá.
Estou cansada, não quero falar com ninguém.

Flor sem Fragancia

Flor sem Fragancia

As cores haviam desaparecido
e as pétalas caiam uma a uma
esparramando-se pelo chão.

A bela flor cor-de-rosa estava murxando,
cada dia mais cinza e despedaçada.
A flor cor-de-rosa perdia sua fragancia
sem ao menos se dar conta.

Os meses passaram rapidamente
até um dia a flor vir a perceber que
o vento havia trazido até ela uma semente.

Era uma flor amarela,
já havia crescido e estava ali,
fazendo-lhe companhia a flor acinzentada.

As flores não sabiam falar,
mas para elas era suficiente o fato de estarem juntas.
Bastaram alguns poucos dias
até flor cinzenta começar a recuparar suas cores.

E pouco a pouco
a flor cor-de-rosa recuperava sua fragancia.
Como se a primavera estivesse a ponto de chegar...

What is a youth?

As vezes eu me canso de alguns aspectos da minha personalidade, aqueles que nem querendo eu consigo mudar.
Não sei o que quero da vida, nunca estive tão perdida, eu estou cansada disso. Levo meses sem saber nada de nada, inventando uma vida na minha cabeça. As coisas não vão mal e eu não ando triste, mas as poucas vezes que fico triste é quando realmente me dou conta do que sou, de como estou e de que a vida segue sem me esperar.
Vou dormir, estou triste e quero acordar logo.

Algo

Tenho tido alguns dias agradáveis, saindo um pouco... Nada de outro mundo, mas ao menos não estou todo o tempo em casa, e estou com essa meta na cabeça agora: vou sair ao menos uma vez por dia pra ficar aí, vendo a vida.
Como disse, tudo vai bem, só ando um pouco estranha... Sei que ainda sou jovem e sei que vou me apaixonar, me desapaixonar e voltar a me apaixonar outra vez, mas faz tanto tempo que não sinto nada a mais por ninguém que eu nem sequer me lembro como um se sente. Mesmo sem estar apaixonada, mas simplesmente sentir algo... E isso é muito estranho para mim porque sempre tive alguém em mente, sempre. Sou uma romântica incorrigivel... Enfim... Vejo frases de amor, letras de músicas românticas e tudo me resulta bonito mas sem o menor sentido.
Sinto como se tivesse perdido um pouco do meu romanticismo interior, ao ver filmes, ouvir histórias de como um casal se conheceu... Tudo parece como um conto de fadas e nada além disso. Mas tudo bem, como disse a principio, sou jovem e isso não está me incomodando de nenhuma maneira, simplesmente estou me estranhando...
De resto ando bem, cada dia me sinto mais uma garota do mundo, como se fosse de todas partes e não pertencece a nenhuma e a todas ao mesmo tempo. Ou me aquieto (?) em Santa Maria ou seguirei com esse sentimento dentro de mim, de desejar estar em todas partes por períodos. Já veremos...

Um dia cinza, um dia colorido

A tristeza passou. Em dias cinzas e chuvosos é fácil lembrar do passado. Tirando o início do dia, tive um dia agradável.
Saí de casa para comprar meus Gulab Jamuns, fui até lá caminhando e voltei também caminhando. Conversei bastante com o vendedor, que já é um conhecido intimo já que quase sempre que vou lá peço a mesma coisa.
Voltei pra casa, vi Fisica o Quimica, um programa ridiculo mas viciante... Depois vim pro computador ao não ter nada que fazer. Tive boas conversas com um cara que ao princípio julgava negativamente. Claro que não estou de acordo com tudo o que ele diz, e ele com o que eu digo, mas poderia até dizer que nós temos a mesma base de pensamento e que cada um segue o seu a partir dessa base para um lado. Honestamente estou me sentindo ótima por ter falado com ele, trocando opiniões sobre política, cultura, dicas de viagens e situação do Brasil e da Europa. Não estou me sentindo bem somente por trocar opiniões com ele, mas sim por trocar opiniões, entender e respeitar uma pessoa que tem uma outra linha de pensamento praticamente totalmente diferente da minha mas que comparte a mesma paixão por viajar que eu. É bom tentar entender, aceitar as opiniões alheias com paciencia e tolerancia e deixar de pensar por um instante nas suas próprias.
Sinto como se tivesse crescido um pouco mais dentro de mim, espero não voltar a diminuir.

Memórias...

Tenho me sentido muito estranha nos últimos dias... Amo e ao mesmo tempo odeio essa época do ano. O dia é cinza desde o amanhecer até o atardecer e com o passar das horas parece que o tom cinzento e a chuva vão consumindo cada fragmento que haja resistido nessa cinzenta cidade outonal. Tudo perde a vida visto pelos meus olhos cinza.
Não posso evitar lembrar-me dos tempos do colégio, como os muitos dias em que simplesmente não conseguia me levantar para o meu dever e acabava ficando sozinha em casa. Nunca soube o que era realmente o pior para mim, se era ir pro inferno ou ficar em casa esperando pelo próximo dia, me culpando e me deprimindo.
Aqueles sentimentos voltam parcialmente a tona, fazendo-me sentir inferior, perdida, carente e em uma solidão sem fim. Acho que se eu tivesse ficado naquele colégio por mais tempo eu teria acabado como aqueles adolescentes problemáticos que compram uma metralhadora e acabam matando todo mundo, ou simplesmente acabava comigo de uma vez.
Queria apagar aquele tempo da minha memória, queria que o outono fosse embora. Queria ir embora com o outono.
Vou ver tv pra deixar de pensar. Ou talvez ler um livro, seria um belo dia para ler Sylvia Plath.

Preciso muito escrever, preciso muito ler e preciso muito de muitas coisas mas simplesmente não consigo fazer nenhuma delas.
Tento escrever mas não tenho nenhuma base do que quero falar, tudo se mistura na minha cabeça e sinto como se não conseguisse me aprofundar em nenhum dos assuntos. Assim que tiver algo prometo que voltarei, não percam a fé em mim.

Acabou.

12 de outubro de 2009 - 13:14
- Oi pai!
- Oi filha... (pausa) tenho novidades.
- Boas? :)
- Não, a Iaiá (pausa) não está mais aqui... (começa a chorar)
- Não chora pai... (e ambos começam a chorar)

É tudo o que tenho a dizer agora. Hoje meu mundo parou.

Uma chatice escrita

Teria várias coisas para contar aqui hoje, ou melhor dizendo, muitos detalhes de uma única coisa. Ontém comecei com as minhas aulas de Kathak, era tudo o que eu esperava e muito mais. Por incrível que pareça não estou com a mínima vontade de escrever sobre isso, ou sobre qualquer coisa que tenha feito ou pensado nos últimos dias. Quero que todos fiquem sabendo de tudo, mas simplesmente não estou afim de escrever nada. Não tenho lido, não tenho escrito, não tenho saido muito... Não tenho feito nada. Na realidade as aulas de Kathak me animaram muito, porque eu fiz um esforço para isso.
Ontém estava em casa atirada sem fazer nada, chateada com isso mas ao mesmo tempo não querendo sair para o que havia me proposto a fazer já há muitíssimo tempo. Fui adiando cada minuto pensando no que fazer, não tinha vontade de ir e poderia dizer que estava até contra ir lá de alguma maneira. Não estava afim de ir pra ficarem me mandando me mecher e fazer isso e aquilo...Não estava com a minima vontade mas não queria me sentir culpada depois por jogar fora a oportunidade que estive esperando durande bons meses. Então de ultima hora resolvi ir, meio de contra gosto, mas fui. Somos só 5 pessoas: a professora, eu, uma francesa, uma mexicana e uma catalana. Todas são muuuuuito simpáticas, exeto pela aluna catalana. Poderia contar tudo detalhadamente como estou desejando, mas não estou com saco, então digo que foi super legal. Tudo!
Já hoje, ao acordar comecei a me espreguiçar e ouvi um barulho vindo do meu pescoço. Pronto! Fiquei com torcicolo o resto do dia. Passando pomadinha toda hora e com a cabeça inclinada para o lado esquerdo. Depois é claro, veio a cólica. :P
Mas não posso me queixar, quando a minha mãe chegou em casa ela me trouxe uma pasta azul com uns gatinhos estampados na frente para me dar de presente. Não sei porque esse presente me deixou muito feliz, foi um super luxo pra mim, embora de primeira não tenha gostado tanto da pasta no sentido estético. Não lembro qual foi a última vez que recebi um presente sem nenhuma ocasião especial a vista e sinceramente posso ter recebido algum a não muito tempo atrás, mas teve algo em especial nesse. Cansei de tentar escrever, outra hora volto e prometo voltar a escrever só quando tiver algo interessante que contar pois não gosto desses posts em que escrevo só para compensar o fato de que não ando escrevendo e acabo não dizendo nada com nada.

Um belo dia

Ah! Hoje tive um ótimo dia!!!! Primeiro saimos com umas amigas da mãe e tivemos um bom dia, tomamos mate (ahhh coisa boa)... Depois que nos fomos, eu e a mãe fomos na Plaza España pra ir no Rajah (restaurante indiano ou paquistanes) comprar Gulab Jamun e nessa mesma rua estava acontecendo uma feira medieval!
A feira não tinha nada de medieval e também não tinha grandes coisas, mas só um ambiente de feira a noite dava uma boa sensação.
Hoje foi um dia perfeito em relação a comida para mim, comi tudo o que eu queria o dia inteiro hahaha
No almoço pedi comida indiana pelo telefone, comi feito uma demonia feliz da vida!!! Depois na feira fomos comprar os Gulab Jamuns para mim, e na feira mesmo encontramos um lugar onde eles vendiam chá marroquino, que eu amooooo! Quando perguntamos o preço e ele disse que eram dois euros a mãe involuntariamente disse: Dooooooois? -achando muito caro. Então o cara disse que a gente podia ficar com os copos, que eram lindiiiiinhossssssssss :P Dai a mãe já perguntou de onde ele era, e claro que ele disse que era do marrocos, então ela disse que já estivemos lá e dissemos onde estivemos... O cara muito gente boa. Tomamos nosso chá sentadas em um banquinho bem baixinho na rua, em uma mesa tipo uma bandeja de latão. Muito astral.
Depois pedi pra ele se dava pra trocar um dos copos, e no fim ele disse que eu podia ficar com o que eu queria trocar também, ou seja, agora temos três! hohoho
Um pouco de cotidiano bem mal explicado, só para não ser mais um dia que se perca na minha memoria durante o passar dos dias.

Rio 1 Madrid 0

Estava vendo um lindo video do Rio 2016, e fui ver o de Madrid e me deparei com uma imensa falta de respeito tanto aos espanhois quanto aos brasileiros. Tenho quase certeza que algum brasileiro foi lá e começou com os comentários ofensivos e logo todo mundo continuou, embora também possa ser que um espanhol tenha vindo com o racismo tipico e tirado um brasileiro do sério e então começou tudo. Investigarei e logo os direi.
Então vocês já podem imaginar a situação: brasileiros escrevendo frases sem sentido só para ofender mesmo, espanhois atirando na cara os problemas do Brasil, pessoas tentando intermediar os comentários maldosos de ambas partes... Esse tipo de coisas me irrita muito, isso se chama IGNORANCIA. A ignorancia está aí por todas partes, se manifestando de diversas maneiras mas ela sempre está presente.
Comecei a ler muitos comentários e pouco a pouco foi ficando cada vez mais dificil escrever o meu próprio comentário. Ia ficando cada vez mais decepsionada e furiosa a cada comentário que lia. É muito duro admitir para mim mesma que ficava sempre mais do lado dos brasileiros, por mais alvoroto que tenham provocado não podia deixar de ficar do lado dos meus. É muito chato isso, é uma das minhas sequelas "pós-Espanha".
Os brasileiros por um lado me irritavam ao ficar insistindo como crianças em atirar na cara dos espanhois que somos os melhores, que "we créu" e idiotices do tipo. Já pelo outro os espanhois me irritavam com o falso moralismo e sua xenofobia.
Eu tentei ignorar isso, mas acho que ainda não estou nesse "nível superior". Espero um dia conseguir ser uma pessoa maior, espiritualmente falando. Enquanto não sou, tenho que me queixar aqui sobre os espanhois para me desafogar.
É ridículo ouvir um espanhol falando a respeito da realidade do Brasil, dos problemas economicos, sociais e politicos. O que eles vão saber a respeito do Brasil? É ridiculo que enquanto eles pensam que somos de putas pra baixo, no fundo a maioria dos brasileiros segue idolatrando os espanhois. É a mesma coisa, pessoas estão constantemente opinando sobre o que desconhecem. E é ainda mais ridículo que isso tudo já virou um ataque mútuo, onde espanhóis começam a falar da devastação da floresta amazonica como se fossem entendedores do tema, dizendo coisas como "Nós estamos dando trabalho para vocês, retribuiam ao que nós os demos", sendo que a Espanha é o país mais afetado pela crise em todos os sentidos possíveis, e com a maior taxa de desemprego que só o que faz é subir. Que não me venham falando dos problemas do meu país (que são muitos) como se não tivessem um país cheio de problemas internos e muito mal resolvidos como é a Espanha.
Não é no Brasil que cada dia morrem mulheres assassinadas pelos maridos machistas, que cada dia imigrantes e pessoas de cor são discriminados e agredidos fisicamente ou mentalmente. Não tanto quanto aqui. A Espanha não tem motivos para ficar se vangloriando, ou melhor dizendo, os espanhois não tem motivo para isso. A Espanha só é o que é porque recebe apoio da União Européia e é um paizinho minusculo mais fácil de governar.
Já me cansei de falar mal da Espanha por hoje, tenho pena desse bando de metidos a primeiro mundo, onde o presidente teve que ir implorando para entrar no G-20 pois a Espanha NÃO estava nele. Hoje estou na minha revolta contra a Espanha, amanhã vou voltar ao normal. Só um desabafo. Ô mundinho problemático... Pessoas, na realidade. Brasileiros são minha vergonha e orgulho. Espanha é amor e ódio. Tudo é uma grande contradição para mim.
É incrivel que eu sempre acabo de uma maneira ou outra agindo da mesma maneira que as pessoas que eu desprezo. Realmente espero algum dia ser superior a esse tipo de coisas, quero ser maior que isso.

E depois de tudo o que eu disse, venho com uma frase do filme Gandhi hahaha
"Como los otros paises, el nuestro tendrá sus problemas, pero serán nuestros. No de ustedes."

Loucuras

Tinha tentado vir escrever aqui antes, mas não encontrava nada que me desse um assunto em concreto. Não queria falar de nada, continuo não querendo.
Estou ficando chateada por vir aqui no blog só me queixar da vida ultimamente, não é que eu esteja morrendo de infelicidade e minha vida seja uma desgraça, é só que é onde eu posso liberar as minhas emoções ruins que tendo a guardar para mim.
Não sei porque voltei a pensar tanto outra vez. Minha cabeça não pára de pensar em coisas ruins do passado, em assuntos atuais que devo resolver ou simplesmente enfrentar, no futuro e em mim mesma. Estou cansada de pensar no que devo viver, no que devo ter em conta, em tudo... Não quero pensar, só quero viver e ir resolvendo as coisas sem pensar tanto. Penso em mim, na minha vida, minha situação, em mim em geral... E não sei o que pensar sobre tudo isso. Penso que pensar nessas coisas me incomodam e eu nem ao menos consigo resolver nada.
Não tenho certeza se estou aproveitando a minha vida como desejaria estar, sei que aproveito ela e sei que logo sinto saudades de tudo, mas eu gostaria de aproveitar as coisas de uma maneira mais positiva e feliz. Talvez eu seja algum tipo de masoquista sentimental. Quero parar de pensar, portanto vou parar de escrever e tratar de ocupar meu tempo. Quando me ver capaz de voltar a pensar voltarei a escrever.

Um simples obrigada

Vim aqui só para agradecer as pessoas que me deixaram comentarios na postagem anterior. Um obrigada por lerem e comentarem, mas principalmente por se preocuparem por mim. Por hoje é só, outra hora venho e escrevo algo. Até lá! Beijos

Agora ou nunca.

Esses dias tive um dia de sorte e hoje tive meu outro. Falei com a minha Iaiá pelo computador.
No primeiro dia foi quando ela estava na uti, ela estava consciente. Nenhuma de nós falou nada, só nos olhamos pela webcam. Eu mandava beijos e mais beijos, e ela levantava o braço como quem quisesse ultrapassar as barreiras da distância ou simplesmente acenar. Foi comovente e tranquilizante ao mesmo tempo.
Hoje ambas falamos, eu não conseguia entender o que ela dizia devido ao tubo que ela tinha na boca e ao esforço que ela fazia pra falar em português, e ela não entendia o que eu dizia porque era simplesmente demais para ela. Para mim bastava com ver e ouvir a voz dela que eu fiquei mais feliz que nunca, mas mesmo assim o pai estava ali facilitando as coisas e traduzindo tudo para o grego. Ah... Mais uns dois anos há 14 anos atras e eu saberia grego...
Não sei ao certo o que escrever, o que sentir ou o que fazer nesse momento. Estou feliz por ter falado com ela e ao mesmo tempo profundamente triste como só havia me sentido assim uma vez. É uma tristeza diferente das que já experimentei antes. É como a sensação de estar constantemente perdendo um pedacinho de algo importante para mim, é a sensação de estar perdendo uma parte do que eu sou. Não sei o que pensar e tampouco sei se quero realmente saber.
Não sei o que fazer, em geral. Não sei o que é pior e o que é melhor para os outros e para mim. Poderia me aprofundar e fazer uma lista de como seriam as coisas se eu ficasse ou se fosse, mas como não sei se quero pensar a respeito de mais coisas... Não sei o que faço aqui.
Se eu fosse eu poderia alimentar o meu pai, que anda a base de pizzas e lasanhas congeladas, poderia ficar acordada no hospital enquanto ele cochila, poderia ver a minha vó de perto e dar uma alegria, ao menos que por um momento, para ela. Mas ao mesmo tempo eu poderia incomodar mais do que ajudar, não quero ir lá para que o meu pai tenha que se preocupar por mim, porque ele não é isso o que eu gostaria se fosse pra lá. Me incomodaria, não quero isso.
As coisas não eram para ser assim... Não passou nem um ano desde que estive aí, as coisas estavam sob controle, eu teria que ter ao menos uns dois meses mais. Eu iria em dezembro, feliz, todos estariamos felizes em casa, ficaria lá por um tempo e depois iria pro sul feliz, ficar feliz com a outra parte da família e com os amigos. Se eu for agora eu vou ter que ir correndo, nem vou ter tempo pra me preparar psicologicamente pra viagem, porque vou ter mais com o que me preocupar, vou chegar lá triste, ir para o hospital e ficar triste, passar uns 3 ou 4 meses triste, descer para o sul triste, e começar a estudar triste. Então eu me pergunto, como as coisas vão poder sair bem na minha vida se a tristeza vai me acompanhar por toda parte?

Agora eu não posso não ir. Eu preciso estar lá, se não eu vou me sentir culpada por não ter ido. Mas eu não tenho coragem de tomar uma decisão, eu não quero nenhuma dessas opções, embora a situação me obriga a escolher uma delas, não consigo me mexer.
Então eu me pergunto o que vale mais a pena, e claro, não chego em nenhuma conclusão.
Só citei algumas poucas coisas a respeito dos lugares e da situação, mas tem muitas outras coisas nas que me baseio e que me impedem de tomar uma decisão, preciso me decidir mas eu não tenho muito tempo.

Como uma âncora

Nessa tarde eu estava completamente sem vida, mais até do que de costume. Rondava pela casa sem ter realmente algo que fazer, simplesmente esperava que me ocorresse alguma idéia e pudesse aproveitar apenas um momento durante todo o dia.
Sem nada em mente, me atirei naquele velho e desconfortável sofá bege. Era como se estivesse em um estado vegetativo pois não sentia nem pensava nada, nem tampouco tinha vontade.
Fiquei assim durante alguns bons minutos até voltar parcialmente ao mundo. Me sentia incômoda ali, pensei em mudar de posição mas até isso meu corpo não permitia, afinal, de quê serviria? Daqui a alguns minutos voltaria a me sentir incômoda do mesmo jeito e voltaria a mudar de posição. Pensava em ir ler ou ir ao cabeleireiro, como estava me prometendo faziam já umas boas semanas, porém nada disso conseguia fazer com que valesse a pena me levantar. Ficava pondo desculpas bastante convenientes a todas as coisas que pensava que seria uma boa idéia para passar o tempo.
-Ah, eu não vou perder meu tempo! A essas horas todas essas velhas estupidas vão estar saindo de casa para ir no cabeleireiro. O salão vai estar cheio e vou ter que ficar esperando uma hora para ser atendida...! -pensei como primeira desculpa. Quando estava aí pela quarta ou quinta, ouvi alguns passos se aproximando e passando pela sala. Os passos foram direcionando-se até a porta de saida, a pessoa pegou o molho de chaves e finalmente saiu dando um belo portaço.
Me senti incrivelmente sozinha durante os primeiros cinco minutos, como se estivessem fechando aquela porta bem na minha cara me deixando presa em um lugar onde eu não tinha absolutamente nada o que fazer para que pudesse me sentir minimamente um ser vivo.
E assim estive eu durante muito tempo, presa em um labirinto por não saber em qual direção ir. Ficava ali parada naquele mesmo lugar dia trás dia, e quando decidia caminhar um pouquinho tomando uma direção, logo recuava ao me dar conta de que não sabia aonde queria chegar. Poderia voltar atrás e sair por onde entrei, ir procurar a saida ou chegar ao centro.
E enquanto eu estava com todo esse dilema não conseguindo me decidir, eu ficava alí assistindo a todas as pessoas que eu conheci passando por mim e escolhendo um dos caminhos sem nenhuma dificuldade, até desaparecer completamente do meu campo de visão. Ficava alí sentada no chão de terra olhando para os meus pés quando as pessoas paravam de passar, e diversas vezes me perguntava quando seria que eu voltaria a andar.

Não encontrava nada que me motivasse a me levantar dalí. Os dias passavam e era mais ou menos a mesma rotina: acordava tarde, ia no banheiro, comia algo, me deitava no sofá, cochilava, comia alguma bobagem e ia dormir. E mais algumas idas no banheiro.
Estava ficando cansada demais por estar sempre assim, mais morta do que viva, mas ao mesmo tempo eu não conseguia me propor a fazer nada a respeito. Tinha vários pensamentos de coisas que gostaria de fazer, mas eu simplesmente não conseguia por nenhuma delas em prática.
Foram passando os dias, e os dias se transformavam em semanas, e as semanas se transformavam em meses, e obviamente, os meses se transformaram em anos.
Com o tempo fui perdendo a noção do tempo. As coisas que eu lembrava como algo recente já não eram mais novidades. E tudo aquilo que eu estava consciente de que já não era nenhuma novidade, em um momento sempre acabava me surpreendendo do quão distante aquilo realmente estava.
É como quando alguém muito próximo tem um bebê e naturalmente você vai acabar acompanhando o crescimento dele. O tempo vai passando e uma hora é inevitavel parar e ver que a criança já fez, por exemplo, três anos. Então você olha para si mesmo e se pergunta: -O que eu fiz durante todos esses três anos? -e não obtém resposta alguma.
E graças a toda essa história eu acabo me sentindo como uma âncora, pesada demais para me levantar sem ajuda.

Trouble, Oh, trouble set me free...

Uma musica que me acompanhou durante muito tempo... Grande Cat Stevens (Yusuf Islam)!


Trouble
Oh trouble set me free
I have seen your face
And it's too much too much for me

Trouble
Oh trouble can't you see
You're eating my heart away
And there's nothing much left of me

I've drunk your wine
You have made your world mine
So won't you be fair
So won't you be fair

I don't want no more of you
So won't you be kind to me
Just let me go where
I'll have to go there

Trouble
Oh trouble move away
I have seen your face
and it's too much for me today

Trouble
Oh trouble can't you see
You have made me a wreck
Now won't you leave me in my misery

I've seen your eyes
and I can see death's disguise
Hangin' on me
Hangin' on me

I'm beat, I'm torn
Shattered and tossed and worn
Too shocking to see
Too shocking to see

Trouble
Oh trouble move from me
I have paid my debt
Now won't you leave me in my misery

Trouble
Oh trouble please be kind
I don't want no fight
And I haven't got a lot of time

A cada segundo que passa...

A cada segundo que passa estou perdendo uma partezinha a mais da minha vó. Ela está indo devagarinho, não consigo suportar isso. Enquanto eu durmo, como, leio, assisto tv ela está lá, sofrendo. Não sei o que fazer, ou o que pensar.
Fazem uns 5 minutos falei com o meu pai, ele estava a caminho da UTI, pois a minha vó passou mal ontém. Não sei o que esperar, o que desejar...
Estou me cansando de tudo isso, quero ir pra lugar nenhum.

A fase baixo-astral está voltando?

Estou muito pensativa, poderia escrever milhões de coisas sobre diversos assuntos hoje no blog, mas a certeza de que não conseguiria acabar nenhum desses pensamentos de uma maneira compreensível prefiro me calar.
É tão estranha essa sensação de sentir como se não houvesse maneira de que fosse ser feliz aqui nas condições em que me encontro e ao mesmo tempo de saber que seguramente sentirei muita falta dessa vida a qual não consegui me adaptar. Soa um pouco masoquista, e talvez até o seja pois não consigo encontrar explicação para isso, mas sentirei falta até dos momentos que mais infelicidade me trouxeram. Não dos momentos em si, mas das épocas. É uma espécie de explosão de sentimentos, de sofrimento misturado com desespero, com alegrias e com muitos mais que nem saberia explicar. Não sei quando conseguirei superar isso e deixar de viver com essas lembranças sempre presentes no meus dias, meu coração sempre dói um pouco. Se parece a sensação de ter um pedaço de uma flecha (ou qualquer outra coisa...) cravada no peito e não poder tirá-la. Se você tira, você morre. A pessoa acabaria se acostumando a ter a flecha ali e continuaria com a vida dela, acostumada com a situação. Suponho que não deve ser nada agradável ter um pedaço de flecha cravado no peito e que um deve ter isso sempre presente.
Eu não tenho uma flecha, nem uma bala ou um espinho. Tenho simplesmente palavras, gestos, olhares... Estou buscando a palavra certa para simplificar todas essas maneiras de expressão "invisiveis" porém perceptiveis que o ser humano é capaz de usar, mas não consigo encontrá-la.
Não gosto de falar muito sobre isso, não gosto de parecer coitadinha e muito menos de me tratar como uma, mas algumas vezes é inevitavel.
Queria falar das minhas amizades, da minha avó, da minha futura ida para o Brasil, de todas as mudanças repentinas na minha vida sem sal, dos meus estudos, de não ter um objetivo... Queria tanto ser compreendida. Por isso escrevo no meu blog, porque é como falar com um outro alguém, que me entende e me escuta. Nunca tenho que me preocupar se estou sendo inconveniente ou muito baixo-astral.
Dia trás dia me vejo mantendo dialogos com a minha imagem refletida em um espelho do mundo das palavras. O mínimo que devo fazer é escutar a mim mesma.

Nada, só um pequeno desabafo

É engraçado... As pessoas que eu esperava que me escutassem estão surdas, e aquelas que eu nunca imaginei que me dariam ouvidos estão a minha disposição. Estou começando a me perguntar até que ponto as pessoas que tanto valorizo merecem a minha consideração.

As folhas vão caindo

Senti o outono se aproximar nessa manhã enquanto tentava ler meu jornal em uma praça qualquer. O vento era forte, como se quisesse levar todo resquicio do verão em tão pouco tempo.
Levantei-me do banco e decidi caminhar um bocado. Senti o vento acariciando meu rosto e ao mesmo tempo esfregando na minha cara todas as más memórias que, infelizmente, minha estação predileta me trouxe.
O vento zombava de mim enquanto eu caminhava silenciosamente fazendo um esforço para tirar aquela horrível sensação de dentro de mim. Respirei fundo e segui caminhando.


Senti a necessidade fazer alguma coisa, então decidi passar pelo McDonalds mais próximo e perguntar como funcionava aquele negócio do café gratis, já que eu não acreditava que o McDonalds, uma das empresas mais mesquinhas de todas, fosse sair distribuindo café grátis para qualquer um que comprasse um McMenú.
Percebi que já estava próxima do local e como de costume, imediatamente busquei com rapidez e antecedencia o meu "vale café". Entro no estabelecimento e pergunto como funcionava essa história do café e ela simplesmente me responde perguntando qual café eu queria. Pedi um café expresso e saí de lá impressionada por ter ganhado algo gratis.
Peguei novamente meu jornal e comecei a ler uma coluna escrita por uma muçulmana criticando grande parte dos Islamicos, falando sobre a "regressão mental" que a grande maioria dos extremistas defendem e tanto se orgulham. Definitivamente um bom uso das palavras e um tema que daria muito o que falar.
Me levantei, liguei o iPod e continuei a andar, dessa vez de volta a casa. Continuei pensando, cada vez mais e mais e mais. Mas... Voltando aos meus pensamentos, creio que a maioria das pessoas já haja sentido ao menos alguma vez na vida o que eu sinto quando se aproxima o outono. Não necessariamente relacionado as estações do ano, mas sim com qualquer coisa, como por exemplo uma simples comida.
É aquela típica sensação de quando uma pessoa está comendo algo que ela realmente aprecia e acontece algo tão desagradável, que no final das contas sempre que essa pessoa volta a comer tal alimento, não consegue evitar lembrar daquele dia terrível.
Não posso começar a dizer todos os sentimentos que podem chegar a passar por onde-quer-que-seja em alguém, mas posso dizer que o que eu sinto é como uma espécie de tristeza profunda misturada com uma melancolia.
Eu vou superar. Provavelmente quando eu consiga deixar de pensar nesse algo tão desagradável que aconteceu, eu possa voltar a apreciar o inverno ao 100 por 100, enquanto isso, esses sentimentos vão me servindo como uma taça de café quente em um dia de vento congelante.

Esclarecimentos

Já estou melhor, minha vó parece estar reagindo bem em relação a quimioterapia... Espero que as coisas continuem assim.
Acho que eu precisava ter tido o meu chilique -que na hora quase pensei que fosse ir parar no hospital também- para me acalmar um pouco.
Eu não sei o que é que ela quer, o que ela preferiria e o que ela cre que é melhor pra ela. Não quero ser egoista a desejar o que eu quero para poder ver ela de novo, mas espero que ela queira o mesmo que eu, porque não posso evitar querer algo também. Desejo que ela aguente mais um tempo e assim que ela estiver bem e controlada, o Rio de Janeiro que me espere, porque eu vou até lá de caiaque se for preciso.

Ontém tive a crise histéria que precisava ter e estava tentando guardar pra mim. Não quero falar sobre ela e o que me fez ter ela agora mesmo, mas daqui a uns dias talvez eu escreva o que houve comigo.
Espero não estar assustando ninguém aqui.

Papai Noel seu filho da puta. Vai se foder!

Hoje eu me acabei. Hoje eu queria algum amigo do meu lado, mas todos eles estão sei lá onde. Todos pra puta que pariu, bosta de amigos! Que vão todos pro inferno!
Quero ir pra algum lugar onde eu possa estar completamente sozinha pra poder berrar e chorar a noite inteira se necessário. Queria qualquer coisa.
Não estou nem aí o que pensem ao ler essa merda de post, o blog tá aqui pra isso também.
Preciso falar com qualquer um e contar o que está me acontecendo mas de repente todo mundo desapareceu. Nem sei porque eu considero tanto os meus amigos e quis voltar antes pro Brasil por causa deles. Lógico que eles não foram tudo, mas foram uma grande parte do meu tudo, e a única vez na vida que eu preciso de qualquer um deles de verdade eles tão na puta que pariu fazendo festinha ou qualquer merda. Estou estressada, triste e egoista e não estou nem aí. Posso ficar chingando todos eles toda a noite se eu quiser.
Resumindo: vão todos pro inferno que eu odeio todos vocês, bando de canalhas desgraçados. Falaria todos os palavrões do mundo agora, mas não consigo lembrar de nem metade. Mas deu pra captar o sentido. Tudo de pior pra todos.

Morte


Muitas conexões me levaram a começar a escrever esse post sobre a morte, de fato já havia pensado sobre o que escreveria aqui fazem uns bons meses atrás...
A maioria das pessoas tem um certo temor a morte, alguns mais e outros menos, mas todos sentimos um medo por não ter nenhuma segurança do que acontecerá. Estamos acostumados a ver as pessoas no mundo e com o passar dos anos vendo as pessoas mais próximas a nós simplesmente deixando de funcionar. Uma hora ela está alí, esteve aí uma vida convivendo com você, deixou lembranças e tempos depois ela simplesmente apaga e não volta a aparecer nesse mundo. É complicado para quem está vivo aceitar que alguém ou algo que sempre esteve alí, um dia, deixará de estar. As pessoas morrem (ou até mesmo os animais, plantas, e tudo que tem vida) e que tudo seguirá o mesmo ciclo e logicamente, acabará como tudo.

Eu sempre quis escrever sobre a morte aqui no blog, mas nunca achei a hora certa para isso. Em incontaveis noites me peguei pensando sobre a morte enquanto tentava desesperadamente dormir, e sempre que pensava em que um dia tudo o que eu conheço vai sumir, incluindo a mim mesma e ao meu mundo, pois afinal, o mundo continua para todos até que ele também se vá.
É agonizante, mas, como todos nós, eu também inventei uma teoria para simplesmente não ficar com essa questão em branco na minha vida. Mesmo que ela não me ajude em nada, eu precisava ter uma opinião.
Dormir é a nossa preparação diária para a morte. Nós morremos um pouco cada dia, acho que a única diferença é que no outro dia acordamos no mesmo corpo, sendo a mesma pessoa e com a mesma vida do dia anterior... Acho que morrer deve ser como dormir, ou até mesmo como sonhar. Sei lá, o que saberei eu...
Nós tememos a morte porque ainda não morremos nessa vida (se é que existiram outras!), mas suponho que não será nada mal. Não tememos dormir porque fomos acostumados a isso, não tememos nascer porque já nascemos fazem uns bons anos e aprendemos a viver e a valorizar a vida. Então porque tememos a morte, se é tão natural e certo quanto o nascimento?
Coisas do ser humano...
Mas bem, eu acho que existem duas classes de pessoas: as que temem a morte e as que não. As pessoas que não temem a morte, no meu ponto de vista são aquelas que simplesmente desejam morrer. Pessoas que cansaram da vida, que perderam a esperança ao 100% e que já não veem motivo para seguir adiante. Simples assim. Mentira, nada é simples.
Eu sempre cometo o erro de dizer que as pessoas, que o mundo ou que qualquer coisa é muito complicado, mas nada é complicado. As coisas só são complexas demais para que uma pessoa que tem seu próprio mundo, possa compreender o mundo de cada ser vivo, do universo e de cada "mistério" que existe. A vida é muito interessante!

Iaiá

São 7:45 da manhã e eu acabo de acordar com as minhas pernas e garganta totalmente doloridos. De noite o quarto tava tão quente que eu pensei que não precisaria da toalha rosa felpuda pra me tapar, até que acordei nesse estado: morrendo de frio e chutando os ferros do beliche.
Só agora que estou escrevendo aqui consegui parar de chorar, porque a segunda coisa que fiz ao acordar foi começar a chorar como se eu fosse não conseguir parar. Obviamente que quando me dei conta de que não conseguiria parar e se ficasse ali iria só acordar todos, resolvi vir pra sala escrever no meu blog.
Essa noite eu tive um pesadelo horrivel. Misturou os meus amigos, meu antigo colégio no Brasil, meu tio João e minha tia Marly... Mas o tema principal do sonho foi a Iaiá.
O sonho tem um significado muito real na vida cotidiana, talvez seja por isso que eu fiquei tão emocionada... Sonhei que a Iaiá não podia mais caminhar, até as pernas dela estavam diferentes, então em todo lugar que ela queria ir eu pegava ela no colo e ia levando ela. E eu sentia como se ela não estivesse feliz nunca, mesmo que eu estivesse carregando ela para todas partes e tentando deixar ela feliz. Ela sempre queria se levantar e caminhar, e ela fazia isso algumas vezes, mas com muita dificuldade e resistencia. E não importa quantas vezes eu levasse ela pra lá ou pra cá, ela não ficava feliz. Eu acho que é porque aonde quer que eu levasse ela nós estavamos de alguma maneira... Sozinhas.
Quando levei ela pra um lugar lá que tinha uma mini tv, coloquei ela deitada em uma superficie que tinha uns trapos por causa das pernas, para assim poder assistir a tv. Então chegavam as crianças e ficavam com ciumes, achando que ela era a privilegiada e iam embora.
No meu sonho ela tinha meio que um espirito de criança, tanto que quando ela via as crianças era o único jeito dela ficar feliz. E foi assim o sonho inteiro.
Então eu acordei no fim do sonho quando a Iaiá estava com umas crianças e eles estavam se apresentando. Um dos garotos apontou para uma garota, a ultima da fila vertical e disse: Ela está morta. A garota olhou e começou a ficar encarando com cara muito má, com um copo no olho e talvez algum brinquedo mais.

Nesse mesmo instante eu acordei e senti minha garganta doer. Percebi que estava com frio e que tinha as pernas cheias de roxos. Pensei e comecei a choraradeira. Logo me levantei imediatamente pra ir no banheiro, voltei pra cama, sabia que não conseguiria ficar ali e dormir mais, então sabia que teria que vir aqui pra registrar essa droga dessa noite.

Desordem

Não aguento mais ficar nessa casa desde que a nova inquilina chegou. Nesse mesmo instante estou começando a ficar com dor de cabeça tentando aguentar ouvir umas musicas para perturbados. Sinto como que cada dia tenho menos privacidade. Nem ao menos consigo escrever direito aqui.
Estou cansada de não ter um lar.
Menos espaço nas prateleiras, na geladeira, ter que aturar conversas estupidas, musicas irritantes, pessoas indo e vindo. Não posso ir pro quarto, não posso ir pra cozinha, não posso ir pra sacada nem ficar na sala. Me sobra o hall e o banheiro, oba. Não tenho onde ir. Quero paz.
Quero que a Iaiá fique bem...

Adaptação

Ser um coadjuvante na história da sua própria vida é desapontador, mas eu simplesmente não consigo tomar decisões na minha vida. Talvez por medo de arrepender-me pela má escolha depois, embora ache que com tudo se ganha, até mesmo com as más escolhas. Suponho que necessite alguém a quem culpar caso as coisas não saiam como esperava e imaginava. De alguma forma, não seria isso medo de viver?
Às vezes faço comentários mentais protegendo a minha constante apatia, outras horas admito que esse fator não anda bem na minha vida, mas, sinceramente eu já não sei qual dessas duas vozes está a razão. Pode ser que nessas horas o que me reste é me jogar na piscina e ver o que será da minha vida, o único que temo -e que é inevitavel- é o processo de adaptação.
Adaptar-se é bom, natural e sano porém o que acontece comigo é um tipo diferente de adaptação: uma adaptação conformista. Assim chamo eu essa minha maneira de aceitar todos aqueles aspectos não tão bons que tentei mudar algumas vezes mas que por ser fraca, covarde ou qualquer outra coisa, acabei por me dar por vencida e aceitar as situações como se houvesse feito tudo o que estava ao meu alcance. Isso em um principio é como um escudo para mim, pois na minha cabeça posso afirmar para mim mesma um "Eu tentei!", mas com o tempo isso se torna um grande problema que vai pouco a pouco me consumindo e me deixando cada vez mais frágil e complicada.
Imaginem como se por exemplo me houvesse inscrito em um concurso de dança, tivesse me esforçado bastante mas para competir em um concurso como aquele precisasse ter mais conhecimentos. Obviamente não conseguiria passar por mais que ensaiasse todos os passos que soubesse, então me frustraria tanto por ter dado tudo de mim e não ter conseguido ganhar que acabaria fazendo essa auto-afirmação mental para fazer com que me sentisse melhor. O que acontece são duas coisas: primeiro, as coisas requerem tempo, e segundo, requerem paciencia.
Ninguém vira uma bailarina extraordinária em um ano, poucas pessoas ganhariam uma competição de dança com esse nível assim de cara. Para obter vitórias, sejam em questões laborais, afetivas ou no que for, é necessário tempo, paciencia, força e umas quantas coisinhas mais.
E aí encontramos meu problema! ;)

Hospede

Ele sempre sabe onde me encontrar
e mesmo assim está aqui
batendo na minha porta e
procurando por mim novamente.

Sempre muito educado,
mas ele sabe que é só ir entrando
pois quando soa a campainha
a vida já perde parte de vida
e algo dentro de mim
imediatamente abre espaço
para acomodar o frequente hóspede.

Vazio não tem forma
mas o ar muda imediatamente
ao te-lo por perto.
Quase posso ver o sorriso melancólico
e a saudade de estar longe de mim.

Cada raio de luz parece distante
como se pertencessem a outro lugar.
E pouco a pouco
Vazio se adona de mim
e é o Vazio quem passa a viver
60% da minha vida.

Ele me permite escrever
da maneira como ele me influencia a pensar.
E agora eu me encontro
em algum lugar pequenino dentro de mim
cumprindo as ordens do meu hospede.

Post para o Vazio

Estou cansada das coisas, todas essas coisas que estão me incomodando.
Sempre estou calma como se não tivesse nenhuma inquietude, não sei porque e fico assim. Talvez essa seja minha maneira de surtar, digamos que a primeira fase do meu surto é reprimir tudo o que me angustia pensar. E assim fica tudo.
E quando eu decido tentar soltar o que prendo em algum lugar dentro de mim eu simplesmente volto a ser aquela velha Natália pessimista que conheci ao vir para a Espanha. A Natália sem rumo, sem motivações, sem vontades e sentimentos. Me transformo em um nome vazio e em nada mais, acho que por isso prefiro guardar as coisas ruins pra mim. Não quero essa Natália comigo.
Tem tantas Natálias que eu não gosto dentro da Natália que eu sou... Gostaria de poder eliminar todas elas. Mas eu sou todas essas Natálias, boas e ruins, e eu não posso acabar comigo mesma.
Tenho medo da minha vida não dar certo, as coisas já não me emocionam e nada tem mais graça. É como ter um buraco em mim que suga todo o exesso de emoções me deixando sentir só uma porcentagem delas, e logo o vazio do resto. Eu não tenho nenhum problema, mas eu sempre quis descobrir o meu problema para ao menos ter uma desculpa por ser tão complicada.

Briga com Miss. Boazinha

Minha mãe é suja, traiçoeira e manipuladora quando se trata de brigas, porque ela começa falando do assunto da briga durante aproximadamente um minuto e termina falando mal do meu pai durante cinco. É claro que, no meio disso tudo, ela passa uns 10 minutos me informando do quão grosseira e má pessoa eu sou, como ela é maravilhosa e faz tudo pra mim e tudo o que vier pela cabeça dela. "Tudo que vier pela cabeça dela", soa até amigável demais, pois como disse no começo disso tudo, ela é traiçoeira -se dando conta disso ou não. Ela seleciona os temas que ela sabe que me afetam e começa a atirar eles na minha cara aleatóriamente. Bem, depois que ela faz o maior drama e geralmente começa a chorar na minha frente, a gente vai cada uma pro seu canto. Como eu não tenho mais o meu canto, eu sai de casa. Fui pra um parque ler, mas acabei começando a chorar. Depois de duas tentativas de tentar parar o choro peguei meu livro da Sylvia Plath e acabei de ler numa sentada. Logo após isso não estou certa do que fiz, acho que fui na Chinona (apelido dado a uma lojinha) e comprei uma bolsa por 5 euros. Foi um ótimo negócio, saí de lá feliz da vida com a minha imitação de bolsa. Depois dei umas voltas pelas redondezas até que passei pela frente do El Corte Inglés, loja que eu tanto detesto e resolvi entrar.
Fui direto até a seção de livros procurar outro livro da Sylvia Plath, e suponho que o guardinha estava suspeitando que eu fosse roubar alguma coisa e já estivesse me observando há algum tempo pois eu ficava dando voltas e voltas pelas mesmas seções que estavam muito mal catalogadas.
-Necesitas ayuda? -me perguntou o atendente.
Então no momento que ia fazer a mesma coisa de sempre, dizer que não precisava pois só estava dando uma olhada, resolvi dar uma de louca e perguntar por algum livro da Sylvia Plath, mesmo que eu não fosse comprar nada.
Eu diria que ele ficou alí na minha frente procurando no computador durante uns 5 minutos, e no final das contas não tinha nenhum. Agradeci e fui indo embora depressa, até que vi vários óculos como eu gosto perto da porta de saída e outra vez pensei, por que não?
Comecei a provar óculos e mais óculos, pensei até em comprar um deles algum outro dia, pois não estava suficientemente desregulada para gastar 30 euros em um óculos que depois poderia me arrepender de haver comprado.
O que não gosto nessas lojas é que elas colocam aquele "bip gigante anti-roubo" bem alí onde supostamente deveria ficar a minha orelha e, sempre que ia me olhar no espelho via aqueles óculos parcialmente tortos. Se duvidar volto lá ainda hoje pra provar todos eles com paz e calma.

Saí da loja e eu já estava em paz, mas ainda não queria voltar pra casa. Decidi caminhar um pouco e ir até o Mc Donalds e pedir um hamburger. Cheguei lá e pedí só o hamburger. Me impressionei com a rapidez de como eles fizeram o meu Quarteirão carne e queijo, já que toda vez que eu faço um pedido especial eles levam uns 10 minutos pra me entregar a droga do hamburguer que na realidade é até mais simples de fazer. Fui até uma cadeira, comi meu hamburguer e decidi que já era hora de voltar pra casa. Eram 21:46 quando eu estava na metade do caminho e a minha mãe me ligou. Só senti a vibração do celular dentro da sacola de plástico onde havia posto a bolsa antiga que estava usando antes de comprar a outra. Não queria atender, eu estava bem. Estava calma. Se eu houvesse atendido provavelmente a mãe teria feito eu me sentir triste outra vez, então por este motivo, resolvi ignorar. De qualquer maneira, em 15 minutos já estaria em casa e ela não iria chamar a polícia nem coisa nenhuma.
Enquanto caminhava pela rua observava as luzes dos carros indo e vindo e pensava a respeito disso e de qualquer bobagem que passasse pela minha cabeça. Cheguei em casa, disse um olá e recebi um "oi nati" vindo do meu tio.

Houveram duas manhãs nessa semana que eu acordei com a impressão de que todos na casa me odiavam e estavam furiosos comigo por alguma razão inexistente, já hoje, acordei e não senti isso. Eu tinha a certeza de que a minha mãe estava com raiva de mim e que o meu tio estava do lado dela. Mas eles já tinham ido e me deixado sozinha em casa.

Citações de Sylvia Plath

Já faz algum tempo que retirei na biblioteca alguns livros da Clarice Lispector e um da Sylvia Plath. Estava morrendo de vontade de começar a leitura semi-autobiografica da Sylvia Plath -em português se chama "A Redoma de Vidro"- e agora já estou quase terminando. Para ser sincera, no início do livro não vi nada de extraordinário como imaginava que fosse ser, mas como simpatizei com ela de cara ao pegar o livro em minhas mãos na biblioteca e ainda gostei da maneira como ela escreve resolvi continuar. Sorte minha, o livro foi cada vez ficando melhor.
Mas não estou aqui para criticar o livro, fazer sinopse alguma, nem nada do tipo. Quer dizer, nem sei porque decidi escrever aqui... Acho que gostaria de citar alguns trechos que marquei no livro com os quais acabei me identificando totalmente. Talvez não agora, mas num passado e talvez em um futuro, nunca se sabe. Aí vão alguns.

1) "Vi mi vida extendiendo sus ramas frente a mí como la higuera verde del cuento. De la punta de cada rama, como un grueso higo morado, pendía un maravilloso futuro, señalado y rutilante. Un higo era un marido y un hogar feliz e hijos y otro higo era un famoso poeta, y otro higo era un brillante profesor, y otro higo era E Ge, la extraordinaria editora, y otro higo era Europa y África y Sudamérica y otro higo era Constantino y Sócrates y Atila y un montón de otros amantes con nombres raros y profesiones poco usuales, y otro higo era una campeona de equipo olímpico de atletismo, y más allá y por encima de aquellos higos había muchos más higos que no podía identificar claramente. Me vi a mí misma sentada en la bifurcación de ese árbol de higos, muriéndome de hambre sólo porque no podía decidir cuál de los higos escoger. Quería todos y cada uno de ellos, pero elegir uno significaba perder el resto, y, mientras yo estaba allí sentada, incapaz de decidirme, los higos empezaron a arrugarse y a tornarse negros y, uno por uno, cayeron al suelo, a mis pies."

2) "No quería que me hicieran la foto porque iba a llorar. No sabía porqué iba a llorar, pero sabía que si alguien me hablaba o me miraba con demasiada atención las lágrimas brotarían de mis ojos y los sollozos brotarían de mi gargnta y lloraria durante una semana. Podía sentir las lágrimas desbordarse y salpicar en mi cara como agua de un vaso inestable y demasiado lleno."

3) "La razón por la que no habia lavado mi ropa ni mi pelo era que me parecia de lo más tonto hacerlo.
Veía los días del año extendiéndose ante mi comoo una serie de brillantes cajas blancas, y separando una caja de otra estaba el sueño, como una sombra negra. Sólo que pare m´la larga perspectiva de sombras que separaban una caja de la siguiente había desaparecido repentinamente, y podía ver día tras día resplandeciendo ante mí como una blanca, ancha, infinitamente desolada avenida.
Parecía tonto lavar un día cuando tendría que volver a lavar al siguiente.
El solo pensar en eso me hacía sentir cansada.
Quería hacer todo de una vez por todas y terminar."

4) "Sabía que debía estarle agradecida a la señora Guinea, sólo que no podía sentir nada. Si la señora Guinea me hubiera dado un pasaje a Europa, o un viaje alrededor del mundo, no hubiera habido la menor diferencia para mí, porque donde quiera que estuviera sentada -en la cubierta de un barco o en la terraza de un café en París o en Bangkok- estaría sentada bajo la misma campana de cristal, agitándome en mi propio aire viciado."

Opostos/extremos me cansam

Não entendo porque o homem tem a mania de avaliar cada aspecto da vida, separando cada situação em bom ou ruim. Não posso dizer se isso é certo ou errado e nem quero pensar a respeito, pois estaria fazendo o mesmo que me motivou a vir aqui escrever uma crítica ao ser humano: selecionando situações e separando-as em dois sacos opostos.
Afinal, quem sou eu para julgar os atos humanos? Quem somos nós para fazer afirmações sobre o que desconhecemos?

O que vem a ser um "mau tempo"? A chuva, o fato de estar nublado, vento demais... Por que isso haveria de ser classificado como algo negativo pela sociedade? Um dia ensolarado e um dia chuvoso apenas são diferentes um do outro, nenhum é "bom" ou "ruim", são variações. É a diversidade que a vida nos proporciona.
Em um mau tempo existem tantas coisas prazerosas para se fazer, como chamar os amigos para uma seção de filmes, sentir como o vento leva parte de você com ele, correr na chuva ou simplesmente observá-la pela janela.

Pararei por aqui, embora desejasse escrever mais e completar o meu pensamento. Quando eu me empolgo escrevendo, geralmente depois me arrependo de algumas coisas que digo e começo a reflexionar mais profundamente sobre o tema abordado :P

Primeiro de tudo, gostaria de agradecer pelos comentários do post anterior. E agora... Bem, ainda estou procurando por um tema para escrever.
Poderia escrever sobre mais histórias de amor, não que eu não goste disso, adoro, mas ultimamente tenho desejado escrever sobre coisas diferentes, mais complexas. Quem já tentou escrever sobre algo assim sabe a que eu me refiro, é difícil encontrar as palavras corretas e de certa maneira, até as idéias certas. Tudo é tão complexo que a sua cabeça acaba se complicando de uma maneira que até as idéias concretas que você tinha a respeito do tema desaparecem por completo, ou simplesmente aparecem milhares de novas teorias sobre o assunto e que nada mais te parece "a melhor teoria". Ao menos, é isso o que acontece comigo.

Teria muitas banalidades que falar agora, coisas do dia-a-dia, mas não suporto ter muitos assuntos curtos para falar e nenhum conector entre eles. Como não é nada importante, vou deixar pra lá. Posts melhores virão :P

Relato para Renato

Algumas vezes tenho aquele tipo de sonhos em que um prefere continuar sonhando ao acordar. Sonhos tão bons, que de alguma maneira acabam permitindo-me de viver partes de uma história que, por ventura, a vida não me concedeu.
Hoje sonhei com um garoto de praticamente um ano atrás. Se você me perguntasse o que houve entre nós não sei se saberia dar uma resposta objetiva. Não eramos namorados, não eramos ficantes. Não saíamos a sós e tampouco houveram beijos. Não havia nada que servisse de base para que as pessoas pudessem rotular na nossa estranha relação, somente haviam conversas, abraços, beijinhos tímidos, e muito, muito sentimento. Não passou disso e acreditem, para mim foi perfeito. Isso é o famoso flechazo.
Pois bem, passamos uma ou duas semanas em um romance bastante profundo e ao mesmo tempo um tanto contraditório. Mãos dadas, insegurança e timidez como a dos primeiros amores. Um amor puro e inocente em um bar cheio de alcool e algo de drogas.
Tampouco poderia dizer ao certo se as coisas teriam acabado bem caso houvesse ficado por perto, mas eu fui para longe. E em muito pouco tempo ele arrumou uma namorada qualquer, acabaram em seguida e depois também resolveu ir-se daqui para bem longe.
Tempos depois ambos voltamos à cidade, nos vimos no bar e já não sabiamos como agir um com o outro. Tudo ficou congelado, afinal, era inverno.
Infelizmente agora chegou o verão e agora os sentimentos vão descongelando-se pouco a pouco. São memórias passadas e um tanto imaginárias pois muito tempo já se passou, mas todavia são sentimentos e sinto que devo admitir para mim mesma que eles ainda estão aqui dentro de mim, como algo ainda pendente para ser resolvido. As coisas não acabaram bem entre nós e sei que ele pensa o mesmo, ou melhor, elas não acabaram oficialmente.
Tudo não passou do fim de um parágrafo. Houve um ponto final, mas ambos já haviamos descido uma linha mais abaixo para começar a próxima frase, o que nos faltava era a coragem para continuar escrevendo.

Aqui está o post que estava precisando escrever ontém, agora me sinto realizada. Espero que gostem e disfrutem do pequeno relato que acabo de escrever.

Loucuras de primeira categoria

É difícil fazer parte do mundo, a realidade é uma coisa tão complicada... Ela está aí e logo ela já não está, tudo não passa de uma grande contradição. Talvez a vida tenha sido feita para não tentar ser compreendida, ou talvez seja o contrário. Pode ser que não haja nada que compreender e também pode ser que isso simplesmente não seja real. Afinal, quem tem as respostas que buscamos? Me questiono se realmente existem essas tais respostas que todos buscamos em nosso interior.
Enfim, a realidade de que gostaria de falar não era precisamente essa mas sinceramente já nem sei mais o que escrever. Tenho tantos pensamentos que gostaria de expressar mas sempre que toco em temas delicados (como este, para mim) acabo perdendo o fio da meada. Dou um nó na cabeça que eu realmente consigo sentir como se houvesse uma corda se enroscando lá dentro e tudo ficasse em pesado e branco ao mesmo tempo.
Acado de ligar o ventilador para ver se refresco a cabeça e recupero ao menos algum dos temas que tinha por falar, o vento sempre me faz bem.
Pode parecer uma grande besteira tanto quanto pode ser uma fase, eu não sei, mas nos últimos tempos sinto que necessito ser algo 'grande'. Deixem que me explique, sinto o desejo e necessidade de ser de alguma maneira um modo de expressão para o mundo. Seja escrevendo, atuando, dançando, cantando ou o que quer que seja. Honestamente acabo de sentir como se estivesse voltando a aqueles desejos infantis de "quando eu crescer vou ser astronauta" ou "eu quero ser atriz". Não é que eu tenha nenhuma qualidade boa o suficiente que possa me conceder o que acabo de dizer, sei que no final das contas isso tudo vai passar e serei mais uma pessoa normal no mundo. Os famosos também são normais, oras... O que acontece é que me dá um pouco de medo ter uma vida mediocre. Sei que pelo que vivi até hoje poderia dizer que minha vida já valeu a pena quantas vezes fosse preciso mas quero que tudo valha a pena. Ok, sou consciente que só o fato de estar vivo já vale a pena e que tenho uma vida confortável, mas quero fugir dos padrões. ... E quero ser normal ao mesmo tempo. Acho que o meu problema é que eu sempre quero para mim os dois opostos, sinto como se necessitasse poder ser duas Natálias para poder ser feliz do meu jeito. Não existe um meio termo de vida, ou se escolhe um caminho ou se escolhe o outro, e se eu não souber qual escolher e continuar com a dúvida por muito tempo acabarei sem nenhuma vida, dividida em duas Natálias frustradas por não conseguir nada...
Acho que o vento levou foi alguns parafusos da minha cabeça, vou postar isso só pra não apagar tudo porque nada aqui tem sentido. Quero falar de uma coisa em concreto em cada post, isso não está bom e eu não estou me agradando. Vamos falar sobre Kafka e sobre Einstein. Vocês não pegam meu raciocineo agora, ligações loucas da minha cabeça. Poderia citar aqui todos os temas que poderia um dia criar um post aqui no blog. Esse post já está uma bagunça mesmo, então, porque não?
Poisé, agora deu branco outra vez. uAUHHAUUHAHUAUHAUHHUA Não se assustem, eu não estou surtando. Eu estou bem, o problema é que estou surtando. Eu menti, estou surtando, mas estou bem. Surto porque preciso escrever, e escrever algo que me agrade. Ah meu deus....!!!!!

Nada de nada

Noto que tenho perdido o costume de escrever aqui por várias razões que... Bem, posso enumera-las aqui: o calor, o turismo que estive fazendo com o Guina e agora com o tio Guigo, o fato de ter escrito muitas coisas no livrinho que mandei pra Cella, que me servia como o blog... E isso pouco a pouco vai te tirando a vontade de escrever.
Teria muitas coisas para contar, coisas atrazadas que já nem vale a pena contar detalhadamente. Viagens a Bilbao, San Sebastián, Pamplona, passeios por Barcelona, despedidas, chegadas, passeios por Barcelona... Sou a garota do turismo hahaha

Ok, vim aqui basicamente para tentar retomar o hábito de escrever por aqui, embora ache que isso só vai acontecer quando o tio Guigo for embora pois não terei nada mais interessante para fazer :P
E não se preocupem, eu sempre volto.

O blog continua...

Já faz bastante tempo que não escrevo por aqui e, sinceramente, não acho que esse vai ser um post muito interessante de se ler.
Ando bastante ocupada, ou ao menos isso penso eu. Talvez esteja algo ocupada e minha mente esteja o dobro hehe
Ando pensando muito, tentando tomar a minha grande decisão. Acho que já tomei ela desde um princípio, mas vale a pena perder um tempo mais decidindo uma coisa que vai mudar a minha vida de vez.
Por outro lado quando não estou ocupando a minha mente pensando nisso estou aproveitando dessas semaninhas mágicas com o meu padrasto! Sim, o Dini veio aqui nos visitar! Nós três saimos constantemente para explorar a cidade ou simplesmente pra fazer um passeio mais light. Fazemos coisas que a gente não pode se permitir toda hora, como ir jantar fora, comer bobagenzinhas quando saimos pra passear, comprar livros... Mas por mais legal que seja poder se permitir a esses pequenos luxinhos agora, o que realmente tá sendo legal é ter ele aqui.
No dia seguinte que ele chegou já fizemos nossos planos: no dia seguinte iriamos à Fnac, iriamos para a Boqueria e procurariamos uma lojinha indiana para comprar ingredientes para fazer Gulab Jamun.
Na Fnac achei muitos livros interessantes, acabei ganhando dois: Metafisica de los tubos (Amélie Nothomb) e Pizzeria Kamikaze do meu amado Etgar Keret. Tinh ficado em dúvida entre alguns outros livros, um deles foi El Estranjero do Albert Camus, mas no final das contas o Guina achou melhor deixar ele e ler em uma biblioteca que certamente teria.
Na manhã seguinte ele foi na feira de Sant Antoní e voltou com um presentinho pra mim, El Extranjero. Fiquei super feliz, e agora já estou me controlando para não acabar o livro rápido demais hehe
Na Boqueria aconteceu o seguinte... O que o Dini queria encontrar, não encontrou, mas em troca ele me mostrou uma barraquinha que vendia doces gregos e me ofereceu um. Peguei um Baklavá, e como diz o meu pai: "Pela madrugada...!" ou até "Macacos me mordam!". O doce é muito bom! Agora entendo quando o pai começa com essas expressões antigas, ao falar das comidas, e principalmente dos doces gregos. Ele sabe o que é bom! hehehe
Seguimos pela rua Hospital até que encontramos uma lojinha que acho que era paquistanesa e não indiana. Por que? Achismo meu XD
Encontramos tudo o que a gente procurava, mais e ainda melhor do que esperavamos.
Aí vai uma foto dos ingredientes, que a essa hora, já estão praticamente todos no meu estômago.



Os dias foram passando e nós fizemos alguns outros passeios, mas deixemos isso de lado pois agora quero contar que em agosto enviaram uma Paper Preeti para minha casa. Paper Preeti é um projeto de uma espécie de uma ONG da india, que cuida somente de meninas. Elas pintam um desenho (de uma bonequinha) e eles enviam para as pessoas esse desenho, então, o que eu vou fazer consiste em tirar fotos da Paper Preeti (ou de você com ela) para mostrar o mundo para essas meninas da ONG.
Achei a idéia tão simples e tão legal que resolvi mandar um e-mail para a organização :)
Então, que mais... Hoje saí rolando por umas escadas, saiu uma bolha preta no meu braço e eu comecei a mecher e é lógico que era uma bolha de sangue da minha queda. Sinceramente, adorei ter explodido aquela bolha!!! Agora tenho um band-aid de leõezinhos, balõezinhos e não sei o que mais no cotovelo.
Beijing para todos.

P.S.: Estarei viajando na semana que vem, então possivelmente não haja outro post por aqui até... eu voltar. UHAHUAHUHAU

Tarde Mágica

Depois de uma manhã triste aqui estou eu de volta com o meu humor lá em cima. Pra variar, não tinha nada diferente para comer em casa e tenho certeza de que se eu inventasse de fazer um arroz ou macarrão mais uma vez minha tristeza matinal teria se prolongado por uns 3 dias mais! Bem, não importa! Hoje resolvi gastar meu dinheiro e nem quis pensar sobre o assunto, fui até o "Rajah" e pedi um Chicken Tikka Masala, uma Fanta Laranja e Gulab Jamun de sobremesa. Mas é claro que estando tão perto de Montjuïc, meu lugar preferido de Barcelona, eu não iria ficar comendo dentro do restaurante! Peguei minhas tralhas e fui subindo todas as escadas (mecânicas, por sorte!) até o topo do castelo. Cheguei lá e imediatamente achei o lugar certo para disfrutar do tão esperado momento; sentei-me nas gramas e me encostei na única árvore que restava (e na minha opinião a mais bonita de todas) e aproveitei cada segundo daquela combinação perfeita: natureza, sombra, calma e meu Chicken Tikka Masala com Naan. Como sempre não consegui acabar tudo, e para minha surpresa só me entrou um dos Gulab Jamuns! E eu adorei isso, significa que já tenho uma boa comida para jantar essa noite! Ahh... Eu nunca malgasto meu dinheiro nesse restaurante...!
Depois de terminar minha refeição decidi dar uma volta, já que tinha uma missão a cumprir: encontrar o lugar que estive a três anos atrás.
O lugar não tem nada de mais, mas como muitos sabem, naquele lugar havia uma frase pichada que marcou a minha vida. Ela estava escrita em um muro que cercava um riacho que passava por alí, naquele momento não consegui entender a frase, simplesmente achei uma frase bonita com um significado que não conseguia entender. Senti a necessidade de anotar aquela frase em um papel para me recordar dela outra vez. Solo los peces muertos siguen la corriente del rio, essa era a frase que eu estive buscando e não consegui encontrar. Nem a frase, nem o lugar.
Como sabia que precisaria da máquina fotográfica, não hesitei em levá-la comigo na minha bolsa. Sempre consigo arranjar um espacinho, e como previ, ela foi-me útil.
São 19:45, e eu estou cheirando a Chicken Tikka Masala até agora. É gostoso. É realmente um olor que não me desagrada.

Minha família me cansa

Hoje acordei e me bateu aquela tristeza ao acordar. Na realidade estou assim desde ontém de noite, do nada.
Não sei dizer ao certo o que me deixou triste assim de uma hora pra outra pois não consigo ver nenhum motivo em concreto que me deixe... assim. Outra vez mais, acho que é uma mistura de pequenos sentimentos. Estou afim de falar sobre um deles, a família. Hoje vem aí um tema típico dos adolescentes.
Estou cansada de que brinquem comigo como se eu fosse uma bonequinha, uma hora dizendo que vou pro Brasil e uma semana depois as coisas "se complicam". É a segunda vez que essa situação se apresenta e eu já estou farta de tanta falta de responsabilidade vinda da minha família. Eu não pedi a ninguém para voltar, então não comecem a dizer coisas que tem um grande impacto na minha vida e depois desdizer para deixar as coisas como estavam.
Para os idiotas que ainda não se deram conta, minha vida depende do Brasil ou da Espanha pra tomar um rumo AGORA, porque EU estou precisando. Eu tenho um futuro que planejar, se eu for voltar eu tenho que começar a colocar essa idéia na minha cabeça e muitos mais desafios que eu vou ter que encarar ao chegar aí e se eu não voltar eu tenho que planejar a minha vida provisória em Barcelona. Então se não estão aptos para me ajudar fiquem quietos e não se metam na minha vida se é para me desestabilizar. "Quem não ajuda não atrapalha", reflitam adultos.
Tenho muito pra dizer, mas agora mesmo não consigo escrever nada. Estou zangada e muito descepsionada com a minha família. Quero distância de certas pessoas nesse momento.

Sahib Bibi aur Ghulam

Ontém a noite botei na minha cabeça duas coisas: devia experimentar fazer gulab jamun e assistir a um filme indiano..
Como faziam meses que não assistia nada novo, resolvi assistir um clássico que ganhou muitos awards no seu tempo, Sahib Bibi aur Ghulam (1962).
O filme se foca basicamente em uma mulher indiana que não recebe a mínima atenção do seu marido, que o único que faz é beber vinho e ver mulheres dançando e cantando. Ela fica mendigando um pouco de atenção, fazendo todo o tipo de sacrifícios e se humilhando para que ele fique com ele ao menos por um dia.
Ela começa a beber vinho, vira uma bêbada viciada mas tem o marido perto dela durante algum tempo.
Esse é um resumo muito mal feito do filme, mas é isso aí!
No meu ponto de vista o filme é machista e trata da bebida como se fosse a ruina para qualquer pessoa. Um pouco bobinho, mas eu gostei. Tem uma ótima interpretação da parte do ator principal, Guru Dutt, gostei muito dele. É uma ironia (e uma pena!) que na vida real ele tenha acabado justamente como a mulher do filme, bebendo exessivamente e perdendo o controle sobre a própria vida. No final das contas ele acabou se suicidando.
Voltando ao filme, achei a trilha sonora fantástica! As músicas românticas dos anos 60 eram as melhores! Mais clássicas, mais bem trabalhadas e mais românticas. Inclusive pude notar uma sutil influencia da música ocidental dos anos 60 em algumas músicas. Estranho...